Andarilho
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Sem Rumo...
Correndo sinto tua fragrância....o vento me revela que estas perto...
me absorto somente em algo que não consigo ver. Somente
sentir...cheirar...
O saboroso cheiro entra em minhas veias...através do
meu pulmão...e me excita de curiosidade...
ele envolve todos os meus poros....
sinto que o ar não é o mesmo...as cores não são a mesma
coisa...que tudo não passa de um antigo olhar....
me desespero...
meu chão é retirado...
porque descubro ser uma fragrância diferente....de
alguma flor escondida numa ilha desértica...que nenhum mapa aponta....
Meu coração não aguenta....quer ir em busca desse
doce aroma...
dizem-me aos gritos nao existir...
mas meu coração pulsa mais forte e quer
insistir...quer procurá-la....esse vento ardoroso que me trouxe algo novo...
me infunde desejos novos...um mundo novo....um
corpo novo....
o prazer me alenta....me faz gritar de in-saciedade....
estou perturbado por algo que não veio de fora...
mas que explodiu como estouro meu coração...
o invadiu fortemente....
seguro quero seguir...sem rumo...a procura de quem
eu tenho certeza que está lá...
E me ama....
eternamente...
Não me envies mensagens
Princesa...a
mais bela jubilada dos castelos escondidos da mais alta floresta cinzenta.
Tens um nome que conheço mas não sei onde escrevi....
Falas de outro lugar. De onde alcançaste liberdade. De
onde podes amar intensamente.
Tuas rimas. Teus cantos. Teu lírico me causa comoção e
me encontro no monte a te buscar, a te procurar.
Claro já está o dia. E logo já vejo que anoiteceu. Não
durarei tanto tempo a te procurar. Mas mesmo
assim continuarei a te buscar.
Não. Não me envies mensagens. Não quero fazer
morada em lugar algum.
Continuo a acreditar que um dia a encontrei. Bela
como tens que ser. Bela como meu coração se apaixonou. E se desfez em te amor.
Imagino teus lábios a chamar-me pelo nome.
Corres. Estás tão longe. Te vejo no horizonte a
dançar enviando-me um pouco de sol.
Oh minha bela! Oh linda purpura que ao vermelho do
cair do sol se confunde. Não me deixes apaixonado. Sacie minha sede de desejo.
O Amor se esvai
Trata-me
oh Deus...
Estou louco...
Meus olhos estão vendo tanto...
Me lambuso num cerco de vidas...de vidas, Oh Deus...
Elas gritam sem fim...sem êxito...
gritam por que não te veem...
Sofrem Oh meu Amado...
Ah tanto luto...muita dor....
Incontrolável está
Essa dor que não vem de ti...quem não tem fim...
Meu peito inflama tentando entender....onde está Teu amor....
onde achá-lo...
Há dor no mundo....o Amor se esvai....
Encontro poucos desesperados ao meu lado...
absortos por um assombro que não entendemos...
Não há conscidências....é o que há...está como se vê...
teus amores já não vem teu amor...
Não há quem busque a Amada!!!
Estou louco...
Meus olhos estão vendo tanto...
Me lambuso num cerco de vidas...de vidas, Oh Deus...
Elas gritam sem fim...sem êxito...
gritam por que não te veem...
Sofrem Oh meu Amado...
Ah tanto luto...muita dor....
Incontrolável está
Essa dor que não vem de ti...quem não tem fim...
Meu peito inflama tentando entender....onde está Teu amor....
onde achá-lo...
Há dor no mundo....o Amor se esvai....
Encontro poucos desesperados ao meu lado...
absortos por um assombro que não entendemos...
Não há conscidências....é o que há...está como se vê...
teus amores já não vem teu amor...
Não há quem busque a Amada!!!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O Grito da Juventude: Chega de Violência e Extermínio de Jovens!
Carlos Henrique Viveiros Santos
A onda de violência, de variadas formas, vem tomando
a atenção dos governos e das organizações não governamentais no Brasil e no
mundo. Os índices de homicídios aumentam a cada nova pesquisa. O Estado e a sociedade civil de agora em
diante devem discutir as estratégias de enfrentamento e as ações necessárias em favor da diminuição das estatísticas, principalmente para a opinião
pública que em meio ao “boom” midiático cobra solução.
Cabe a nós leitores/as e formadores/as de opinião
uma leitura mais profunda e criteriosa desse fenômeno da (pós) modernidade. A
pesquisa publicada pelo Instituto Sangari (2011) em parceria com o Ministério da
Justiça do Governo Brasileiro aponta que a violência no Brasil incide em três
grandes problemas: o homicídio (vinculadas às armas de fogo e ao trafico), o
suicídio e os acidentes de trânsito. E
que o grupo social vinculado a essa situação de vulnerabilidade exposta são
indivíduos, jovens, de 18 a 24 anos, tanto como vitimas quanto responsáveis
pela pratica de violência. A situação dessa juventude está também vinculada à
situação de classe social. Não é preciso ser pesquisador pra perceber que o
grupo em situação de conflito com a lei são jovens e que também são do sexo masculino, residentes
de periferia, negros e com um grau de exclusão dos direitos sociais, não só os
pragmáticas como escola de qualidade, mas aqueles que condizem á qualidade de
vida como convivência familiar e lazer.
Há que se tomar cuidado diante dessas mesmas estatísticas
com o perigo de se culpar ou de responsabilizar esse grupo ou classe social. Há
a necessidade de entender a dinâmica do sistema onde todos/as estamos inseridos/as,
presentes, e visualizar assim as causas de tantos conflitos.
Apesar do debate sobre direitos sociais e direitos
humanos ter avançado nessas duas décadas ainda é pouco ou mal visto a discussão
da defesa das massas que sofrem os restolhos das desigualdades sociais. Ou ela
fica restrita aos movimentos populares e sociais ou quando exposta à sociedade
fere a comodidade das corporações empresarias e midiáticas e seu controle sobre
a população, tornado-se alvo de constantes insinuações de que fazendo o debate
dos direitos fere-se a liberdade de expressão e o direito democrático de expor
opiniões. Um exemplo bem conhecido é a luta pelos direitos da Criança e do
Adolescente e a atual discussão sobre a redução da idade penal. Desde o Código
de Menores que precedeu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda é
constante a repetição do tratamento que desde então é dado ao “menor” de idade.
Professores, médicos, governantes e principalmente as autoridades de defesa
sociais, as policias, continuam a tratar a criança e o adolescente, como “o/a
menor”,” o delinquente” e marginal. Se formos pesquisar laudos, reportagens,
boletins de ocorrência, relatórios de escola, podemos visualizar que ainda
perpetua uma relação punitiva e controladora entre “adultos” e “não adultos”.
O primeiro projeto pensado pelo Governo Brasileiro
para jovens de até 24 anos foi em 1967 quando foram criados alguns cursos
profissionalizantes aos jovens que estivessem no serviço militar. Essa relação
somente retornou nas décadas de 70/80/90 quando a ONU (Organização das Nações
Unidas) incentivou aos países que fomentassem o sentimento nacionalista através
de campanhas culturais e de inclusão de jovens em seu planejamento (Rock In Rio
– Ano Internacional da Juventude, Eco92, etc).
Da mesma
forma como aconteceu com os defensores das politicas voltadas para a criança e
o adolescente nos dez anos que antecederam a aprovação do ECA, também as
politicas públicas de juventude desde 1999 são vistas de forma pejorativa
diminuindo o debate que as ciências humanas fazem sobre os três grupos sociais
que hoje são prioridade absoluta das politicas de Estado (Criança – 0 a 11 anos
- e Adolescente – 12 a 18 anos, Jovem 15 a 29 anos, e Idoso – a partir dos 60
anos). Desde 2003 o Governo Federal se propõe a mapear e reavaliar as ações de
Estado voltadas para jovens de 15 a 29 anos. Foram apresentados quase 50
projetos e programas. Fragmentados e tendo como ponto de partido o jovem como
problema social, esses programas só alimentavam aquela visão pensada na época
do Código de Menores. Atualmente esses programas ou foram reavaliados ou foram
extintos. Com a aprovação do Plano Nacional de Juventude e o Estatuto da
Juventude (em outro artigo analisaremos o processo de debate sobre o tema),
haverá um novo passo para que algumas políticas públicas se tornem politicas
efetivamente de Estado.
Fazendo memoria desse processo conseguiremos
entender como acontecem a relação do Estado, com as gerações e classes sociais
mais excluídas dos espaços de decisão política. Mas mais que relação de Estado
percebe-se que a visão deste reflete a maneira que o senso comum cotidiano
considera todos aqueles/as que não entram no formato e nos padrões que a
sociedade da classe media burguesa determina. Negros e Negras, LGBTs (Lésbicas,
Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis), mendigos, andarilhos,
desempregados, favelados/as, dependentes químicos, a cultura afro descendente,
adolescentes, nordestinos e tantos outros segmentos, etnias e movimentos de
contra cultura. Esses segmentos enfrentam o racismo, a homofobia, o desemprego
contínuo, o sexismo, a violência domestica e tantos outros desafios produzidos
por uma realidade complexa e massacrante pra que não tem acesso aos bens
produzidos.
A mídia (impessa ou não), ora de modo preconceituoso, ora se refere aos jovens de maneira idealizada ou romantizada (o ideal da "eterna" juventude), ora de forma assistencialista (como se os jovens não soubessem quem são, de onde vêm e o que querem) a situação dos/as excluidos/as. Em outra, uma sociedade que massificada reproduz de forma veloz o pensamento do capital e de seus mais vorazes expoentes (corporações, bancos, instituições privadas, grandes indústrias, países do “primeiro mundo”, etc). E assim mata. Trancafiando-os assim como o fez Hitler e Musollini com aqueles “sangues impuros”. Os novos campos de concentração ainda perpetuam. Presídios, centros de internação, abrigos sem estrutura técnica e logística. Usuários em sua maioria compostos de mulheres e homens negros/as, jovens, de favelas e periferias.
A mídia (impessa ou não), ora de modo preconceituoso, ora se refere aos jovens de maneira idealizada ou romantizada (o ideal da "eterna" juventude), ora de forma assistencialista (como se os jovens não soubessem quem são, de onde vêm e o que querem) a situação dos/as excluidos/as. Em outra, uma sociedade que massificada reproduz de forma veloz o pensamento do capital e de seus mais vorazes expoentes (corporações, bancos, instituições privadas, grandes indústrias, países do “primeiro mundo”, etc). E assim mata. Trancafiando-os assim como o fez Hitler e Musollini com aqueles “sangues impuros”. Os novos campos de concentração ainda perpetuam. Presídios, centros de internação, abrigos sem estrutura técnica e logística. Usuários em sua maioria compostos de mulheres e homens negros/as, jovens, de favelas e periferias.
No ano de 2010 em Governador Valadares tivemos a
triste noticia de que o total de homicídios foi de aproximadamente 110 a 120
mortes, a grande maioria de jovens. Isso desvela um contexto que não conhecemos
e nos chama atenção sobre o impacto social que essa realidade traz pra nossa
população, principalmente pra juventude. Existem 17 bolsões de pobreza cortados
por três grandes rodovias (BR 381, BR 116, MG 259). Além de uma linha férrea da
Companhia Vale que vai do quadrilátero ferrífero até os portos de Vitória no
estado do Espirito Santo. Como territorialmente isso nos afeta? É só perceber
os/as milhares de jovens que se prostituem nas beiras destas rodovias. A linha
aberta de entrada e saída de entorpecentes como expressão de uma rota
internacional do trafico de drogas e de armas com relação direta com países
como Bolívia, Colômbia, Paraguai e Estados Unidos. Vale lembrar que apesar disso
Governador Valadares em seu perfil econômico só emprega massivamente nas áreas
de comercio e serviço publico, o que gera um êxodo muito grande para outros
estados e principalmente a imigração internacional, para os Estados Unidos e
países da Europa. Apesar da rota comercial (BR 116, 381 e MG 259), isso não
garante a empregabilidade para a juventude em idade produtiva. Desde a crise
dos Estados Unidos e agora na Europa há um numero grande e crescente de
valadarenses retornando para a cidade aumentando o número de desemprego. Com a
frustração da promessa do sonho americano/europeu muitos retornam sem formação básica,
profissional e sem renda para se estabelecer novamente na cidade.
O município aparece em duas grandes pesquisas como
foco de violência, o Índice de Homicídios de Adolescentes (IHA), e o Índice de
Vulnerabilidade Juvenil (IVJ). Quem lê essas duas ferramentas assim como o Mapa
da Violência do Instituto Sangari diferencia o método de recorte e releitura do
fenômeno da violência e da relação desta com o segmento juvenil. No
enfrentamento da questão os governos e entidades afins fazem investimentos para
minimizar ou solucionar os problemas da segurança pública. Apesar disso, estes
investimentos focam tão somente a questão da criminalidade isoladas das outras
questões como a ausência de uma educação de qualidade, a imigração, o
desemprego, a falta de perspectiva de vida, o não acesso aos bens públicos.
Existem
percalços nessas estratégias, mas elas continuarão isoladas se toda a sociedade
ainda continuar tratando a juventude como um papel em branco, como se não
tivessem história, cultura própria, linguagens ou propostas de uma nova
sociedade possível, longe de qualquer tipo de discriminação e violência. É mais
coerente que essa intervenção do Estado ocorra a partir do fortalecimento dos
conselhos de juventude, das organizações juvenis, na presença protagonista de
jovens gestores de Políticas Públicas e num monitoramento constante das mesmas.
Não há como elaborar políticas sem investimento e estrutura própria. E não há
como intervir com ações fragmentadas uma situação que está vinculada a outras
questões de ordem social.
A “Juventude quer Viver”! (Pastoral da Juventude –
CNBB, 2005). E para que ela viva somos desafiados a criar um lugar de dialogo
em que crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, mulheres e homens, se
reconheçam a partir de suas diferenças e consigam estabelecer um mundo onde
haja vida digna para todos e todas. Diante disso tudo, qual é seu grito?
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Militancia e o Estrelismo
Desde os mais longínquos tempos a humanidade ou a própria existência precisa sempre de um empurrão de um ponto primeiro ou de uma referência objetiva para alcançar um alvo, um projeto. Como já foi provado por vários filósofos o ser humano não é uma ilha e necessita basicamente por sua sobrevivência, viver coletivamente. Mas diante dos alcances dessa dádiva de “vida em comum” existem vários percalços resultantes da busca de felicidade e das necessidades de cada ser humano. Mais além da individualidade ou do individualismo moderno o que busco indicar nesse texto é a experiência de luta pela defesa de valores coletivos construídos socialmente.
Se formos analisar a partir de Max Weber, esta experiência de militância pontual tem em seu status a pauta de produção de super heróis ou de simplesmente a cristalização de personagens carismáticas que desviam o ponto central da militância para a altar-lização ao qual são submetidos muitos/as companheiros/as. Para ser mais claro, ao mesmo tempo em que precisamos de referências que nos dêem sentido para a luta fazemos delas mais importantes do que o valor comum ou da bandeira comum que nos alimenta.
Nesse texto vou ater-me aos espaços de militância política sejam eles em movimentos sociais ou em partidos políticos.
É importante a figura da referência. Diante da crise de sentidos que a pós modernidade nos trouxe também buscamos de forma programática a mudança de um sistema que nos impede de construir sentidos ou projetos de vida realmente que nos façam viver dignamente. Mas remar contra maré requer estratégias e táticas que sejam formas de alcance dessa utopia palpável de se alcançar e compromisso para que não se tornem o fim da própria construção do Sonho Comum. Ao contrário, se elas o forem, corre-se o risco (o que já acontece) de poucos terem acesso e alcance às mudanças e criarmos uma elite que “politizada” tem manejo acima da organização do grupo. Depois de já calcado, esse pequeno grupo tem o domínio de ficar no poder e assim desviar a atenção da caminhada.
O capitalismo e suas formas de organização usam esse processo de forma primordial e sucinta. Usurparam muito dos movimentos de esquerda das décadas de ditadura. Hoje, com o processo de crise entre o que se significa ser Esquerda ou de direita, todos usam as falas de identificação da antiga esquerda, como camarada ou companheiro.
Por que ter esses argumentos para falar de militância e estrelismo?
Organizar e dar linha a um movimento político e de massas tem o seu Ser e o seu Fazer historio, ético e coletivo. Isso requer fomentar a formação política e descentralizar toda e qualquer forma de decisão grupal. É obvio a necessidade de decisões estratégicas. Mas que elas possam ser fruto das discussões do coletivo e tomem esse espaço como ponto de analise de qualquer decisão.
Estava assistindo um vídeo no blog “O farol” onde frei Beto discute a relação do homem com o poder seja ele em qualquer patamar de articulação. O sindico, o monitor de sala, policial, vereador, etc. Ele afirmava que as pessoas que ocupam esses espaços revertem na relação com o poder a relação entre a identidade e o papel que está executando. E isso, dentro do tema que trago aqui, traz relevância preponderante quando certas figuras dentro dos movimentos sociais e populares vão galgando as instancias de poder de forma linear fazendo crescer a ausência de “quadros” (referências) políticos que expressem as bandeiras coletivas. Não nego que isso por vezes acontece, mas até que ponto não estamos criando estruturas de morte, principalmente da militância, quando reproduzimos as relações de poder pensadas pelo próprio capitalismo.
Criou-se o entendimento de que a formação de lideranças é a estratégia mais emergente de fomento à participação efetiva dos sujeitos. Por quê? Qual é o sentido político e o conceito dessa palavra quando ela é usada de forma discriminatória devendo por deveras expressar o histórico da função dos coletivos, avivar os sujeitos.
domingo, 10 de abril de 2011
Politicas de Enfermaria
Olá meus amigos e amigas de caminhada...axebaba!
Tenho passado esses dias refletindo sobre a pratica de formulação e implementação de politicas publicas.
Fala-se muito, desde a conquista da constituição cidadã, de uma postura de estado que efetive realmente os direitos negados à população hegemonicamente excluida seja sob olhar politico ou essencialmente humano, no que tange à dignidade enquanto ser.
Pensar politicas públicas hoje depois de muitas conquistas nessa area está em um novo episodio na era da democracia participativa. Significa fazer com que as polticas sejam de Estado e não de governos, e que as mesmas tenham planejamento estratégico de intervenção, para que realmente atijam os objetivos traçados e que, usando suas ferramentas, e dependendo do diferencial de publico que ela atinja, trace um processo de apoderamento e de inserção real dos individuos/sujeitos no arcabolso das relações sociais.
O que quero dizer com isso? Num dos debates e alinhamentos de discursos que venho tendo com uma professora de um curso de pos graduação em territorio é que as instituições que pensam o processo de formação profissional do jovens, injetaram um olhar anuviado sobre esse momento na vida da juventude. O conselho nacional de educação e de juventude ampliaram o processo de defesa de que formação profissional e regular do ensino médio sao etapas preponderantes para que o jovem possa construir seu projeto de vida. Isso requer das instituições de ensino a clareza do que seja esse processo. Não um mero cursinho para inserçao no comercio ou na industria, mas sim uma etapa de escolha e de pratica onde o/a jovem possa pautar seu presente desde o ponto de partida que seja um equilibrio entre o que o mercado deseja e o que o jovem quer.
Mas voltando às politicas públicas, o que se vê é que muitas, na verdade, reproduzem o pensamento neoliberal, de contigente de trabalho, e de amortecimento da classe trabalhadora, principalmente jovem. Apesar de ser importante e necessário subsidiar e transferir recursos a população marginalizada, é preciso fazê com efetividade, através de um formato que acompanhe a necessidade não somente subjetiva do cidadão jovem, mas, sim, que acompanhe a vocação do jovem, de transformar a sociedade.
E ele só pode fazer isso, consciente da sua missao!
Modjumbá Axé!!!
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