domingo, 6 de março de 2011

A que viemos...e a que seguimos???

Camaradas, para um jovem como eu e com tudo aquilo que pulsa no meu peito, é um poco complicado afirmar algumas coisas. Vou tentar dizer os motivos pra afirmar isso. 

A um tempo atras li um material monografico de uma amiga que me conhecia desde a infancia. E muito. Tanto a mim como a história da minha familia. Gosto demais dela e a ajudava nos cuidados da sua vó....que também se tornou minha. Bom, o trabalho monografico dela tinha como foco "meninas orfãs institucionalizadas" e o campo de pesquisa era a Casa das Meninas Sta Bernadete, um tipo de orfanato ou casa de abrigo como muitos conhecem. Na pesquisa algumas coisas me fizeram pensar como a forma de educar das irmãs (freiras) e a condição de crianças como pessoas estatizadas devendo seguir regras em uma instituiçao que regulava e formatava seus pensamentos e seus processos de socialibilização. Apesar do foco da minha amiga ser em meninas, me senti analisado naquele trabalho.

Vivi durante aproximadamente 7 anos na Cidade dos Meninos, também um orfanato. Não há muito o que se preocupar sobre a superaçao desse fato mas é interessante fazer uma reflexão profunda sobre isso.  Durante muito tempo persegui os motivos que me fizeram chegar a morar nesse lugar e depois de tanto procurar conseguir lançar mão de duas situaçoes que afagaram minha impaciência...Compreensão e, claro, paciência.Compreendi o pano de fundo do meu deslumbramento pelo trabalho com a juventude como também o perfil do discurso que venho construindo e partilhando. 

Existe alguns pensamentos que expressam muito o que eu poderia escrever nesse blog em muitas linhas. "A gente só pode oferecer o que possuimos" e "Queria ter certeza de que apesar das minhas renuncias e loucuras, alguém me valorize pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa que é meu sentimento...E não brinque com ele. E que esse alguém me peça que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo" (Mário Quintana). 

Daqui pra frente farei a conexao entre minha historia, meu trabalho e minha vida atual para que que esteja aí do outro lado possa compreender que sou um andarilho que continuamente tenta ter os pés descalços...awere pra todos e todas.....

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